quarta-feira, novembro 28, 2007

Deviations in class

"The visual presentation", and I go reading "penetration", which shows how much focus I have in class and how much involved in the matter I am; the one discussed in class, of course. That might just be a slight case of astigmatism; of course I don't mind saying I'm actually wearing glasses today.

"Visual sameness and evenness" - this is us discussing the visual aspects of printed material and presentations of academic papers and there goes my mind thinking... "ooh, I like this sentence! It makes a great title!", and I immediately thought of fashion led ladies that dress alike to be hype, and how much that type (of fashion) sickens me.

But soon I remember that I'm hungry and I realize I am deciding what to get for lunch. I want a steak sandwich, but only if I get the meat to be done in the exact only way I can eat it... "Otherwise it won't slip through my throat" - I think outloud.

I'm not even gonna get started about all those short minded people that still think I'm a vegetarian, which reminds me of two things: one is that Luka hasn't returned my email yet (she might be pissed off, because I told her it's a great thing to be a vegetarian if she keeps it to herself instead of trying to make me give it up on my moment) and secondly that, as a magician needing to strengthen my basic chakra - the one that tells you "I am" (Muladhara), eating meat is just part of this process to help me build this super-being I have been building since forever... and... "what are they talking about in the text now?"

sábado, novembro 24, 2007

A ana da Taturana


Era uma vez uma Taturana que tinha uma gentinha chamada ana. Elas eram muito amigas e brincavam sem parar. A Taturana amava muito a sua ana e fazia questão de deixá-la feliz. Porém, por mais que desse amor, uma cama quentinha, comida gostosa e brinquedinhos ao longo do dia, foi percebendo que, com o passar do tempo, a sua ana ficava mais triste.


Até que em uma manhã cinzenta a Taturana percebeu que a sua ana não estava mais lá. Foi minguando e minguando, até desaparecer? Não. A ana havia fugido. Queria muito procurar por outras gentinhas que eram possuídas por outros bichos. E encontrou, de fato, muitas gentinhas que tinham habilidades novas e diferentes por terem aprendido com seus donos.


Encontrou gentinhas que tinham aprendido a se pendurar pelo rabo e a pular de galho em galho, e com elas se divertiu muito. Encontrou gentinhas que sabiam fazer mel e com elas se deliciou. Foi conhecendo gentinhas que admirava, mas depois de um tempo que tentava aprender a desenvolver novas habilidades sem conseguir, passou a invejar todas aquelas habilidades que as outras tinham, e ela não. Ficou amiga de todas as gentinhas para ver se aprendia também; mas nada.

Invejava a habilidade das gentinhas que, com os pássaros, tinham aprendido a cantar; as gentinhas que com as cigarras, sapos e cobras, tinham aprendido a tocar e as gentinhas que eram velozes e fortes, enquanto ela, ela era apenas uma ana. Que triste sina para a ana! Ser uma gentinha de uma Taturana! Começava a sentir saudades de casa, pois percebia que o tempo estava passando e que nada de novo conseguia aprender com as gentinhas suas amigas. Começou a pensar que sua única amiga era, de fato, a Taturana!


Voltou para casa e encontrou a Taturana de braços abertos. Seu aquário de vidro, de onde pensou que nunca devia ter saído, estava lá. E ficou feliz de retornar, pois, apesar do seu tédio com a vida de ser a ana de uma Taturana, era aquele lugar a que pertencia. Ao entender o seu papel e a sua vida, entendeu que podia ser feliz com quem era. A ana de uma Taturana.

The work out Hell

I have just figured out the type of Hell there is for people like Nicole Ritchie and others that only give a damn about looks: it's a work out center, 24/7, in a closed circuit with the same music in a loop. Working out in circles, forever... With the same bad song in a loop.

haw haw haw

Funny funny

terça-feira, novembro 20, 2007

babble bable

i ahte thsee tspos fo me babbglin atoub my lafimy.

5 palavras que eu nunca vou ouvir

"Acreditamos em você, minha filha!"

Quero refazer esse post. Minha criança estava berrando porque tinha acabado de ouvir indiretamente coisas que minha mãe acha sobre a minha vida vendo todas as minhas conquistas serem menosprezadas e as minhas palavras distorcidas.

Qu@l a surpresa que não vou ter quando conseguir um gordo contra-cheque e descobrir que isso não vai ter sido suficiente pra eu deixar de lado a importância que dou à opinião dos meus pais; queria antes que eles me admirassem pelo o que eu sou, não pela posição que ocupo ou por que diplomas tenho, por que pessoas conheço, etc. Mas não é possível, Alexandra. Porque mesmo quando você estiver no lugar que é para ser ocupado por você no mundo, eles não vão poder ver que você atingiu o sucesso do seu jeito. E também, quando você sentir a realização pessoal, não vai importar tanto talvez o que a sua família pense. That's one of my hopes.

Você passa anos trabalhando em si próprio para ser uma pessoa melhor, mas aos olhos das pessoas que não podem ver, você sempre será a mesma coisa. E é isso. I just gotta let go of it and go on with my life.

segunda-feira, novembro 19, 2007

16 de novembro

Me diz o que há sobre o 16 de novembro; quero esquecer e sempre lembro. São momentos, mas nunca bons momentos. Por que quero cortar o cordão umbilical e não consigo? O que me prende a isso? Nunca entendi.
Sinto que você não sabe quem eu sou e talvez para mostrar é que eu insista e, talvez, por você nunca se interessar é que eu tenha continuado, mas agora chega. Mais uma vez me recuso. Só que agora, não há mais renascimentos. Um só fruto foi bastante para crescermos em separado.
O que havia contido nele?
Me diz, já que diz que me ama, já que acha que me conhece... Qual é a minha cor predileta?
Sei que você ama ver os meus diferentes tons de azul, porque gosta de provocá-los, porque são infinitos. Porque sempre compete e nunca se dá por vencida. Talvez você veja em mim algo de que goste, mas eu duvido, porque ao invés de cultivar o amor, cultivamos amor ao ódio. Não houve UMA conversa na qual estivéssemos inteiras, à mostra; há um bloqueio, para sempre. É uma semente que não produziu nenhuma flor. Foi envenenada, seus frutos envenenaram aos outros, nada bonito cresceu daquele solo. Nem toda a luz do sol foi suficiente para iluminar embaixo do seu rochedo; a posição da calda era por demais estratégica. Nunca houve aproximação. Houve sempre medo.
Mas você está a salvo, descobriu um esconderijo. Até que uma rocha será maior que você: você mesma terá se transformado numa rocha, insensível.
16 de novembro: o veneno que matou as irmãs.
O rio negro corre, seguindo o seu curso. É claro que você nega sua natureza porque tem medo dela. Eu também não sei quem sou perto de você, as águas negras seduzem para as profundezas e eu só consegui voltar devido à minha própria natureza, embora nunca imune e para sempre diferente. E eu não quero beber deste rio enquanto é dia, porque ele nunca saciou a minha sede. O seu rio não me alimenta, então abandono você, à margem de si própria.

"sorte sua não ser um mosquito."

Nos dias de menor inspiração, ao invés de saudar a mariposa que paira sobre o espelho do banheiro, como eu normalmente faria, com um "olá mariposa, bem vinda ao meu mundo", tudo o que eu consigo dizer para ela é isso.

domingo, novembro 18, 2007

Ordem Hermética II - Lendo de dentro pra fora

Ah... Não sei me afastar do que escrevo, sempre que releio, é de dentro pra fora. Mesmo que eu faça isso durante várias luas diferentes, estou sempre, de algum modo, conectada com aquelas palavras expressas.
Ah... Sei que meus ouvidos sofrem uma leve distorção, como alguém que escuta um eco, ou tenta entender o que está sendo dito em baixo d'água. Som amplificado; é a origem do meu gostar do rock and roll... É a necessidade de escutar bem alto, para já não escutar mais nada OU para não ter dúvidas do que se ouve.
Ah... Mas é im-pos-sí-vel ouvir um som disforme e não sair deslizando pelas curvas da sua frequência e ser levada a outros lugares completamente diferentes daquilo que está sendo dito. A memória que fica guardada é desses outros lugares pra onde eu vou; nunca daquilo que foi dito.
É; não tenho como saber como sou lida, de que forma ecôo essa voz muda por aí... É limitada a amplitude das suas ondas, devido à língua portuguesa. Ainda no Brasil, é limitada essa voz muda, somente às pessoas que sabem ler/ que têm acesso à internet/ de subjetividade forte/ sensitivas & que se interessam por leituras rápidas.
Sou a emissora dessas poucas palavras que não são, em verdade, ditas. Como elas chegam nos receptores e que receptores são esses, está amplificado e distorcido, não sei para onde vai, só sei que sai de mim.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Ordem Hermética

Por que eu preciso estar hermeticamente sozinha para a escrita funcionar?
Há em mim uma caldeira borbulhante das coisas que acontecem no universo, interno e externo, que acabam sendo uma coisa só... Mas só consigo apreender as borbulhas, escutar as vozes, quando estou sozinha. Nenhum conhecimento que eu possa relatar nem nenhuma idéia que eu possa ter são minhas; estão todas dentro da caldeira. É que eu sei onde ela está e eu sei como acessá-la; transformar as coisas escutadas em outras coisas mais palpáveis aos outros, a mim...
Eu li num livro que a Beleza é um espírito; nenhum homem pode destruí-la. Qualquer criação em nome da Beleza pode ser criada e recriada, já que ela é um espírito; fica no ar até que outro seja capaz de pegar aquela mesma energia e recriar aquela mesma coisa. Então temos inúmeras pirâmides egípcias reconstruídas em outras formas, novos seres humanos transformados dos antigos, milhões de obras de arte com o mesmo espírito, de acordo com o canal pelo qual foi transformado. Qualquer idéia criativa que alguém possa ter já foi tida; é mais uma manifestação daquele espírito. Mas me custa dizer o óbvio. Não sei se tenho o dom de explicar. Explicar e ensinar são duas coisas diferentes. Ensinar ensina-se a quem quer ouvir, aprender, criar novas associações mentais, crescer. Explicar explica-se a pessoas que não querem ouvir, querem duvidar, provocar, desestabilizar. Me custa então explicar o óbvio. Não tenho paciência. Prefiro que essas pessoas permaneçam na ignorância, mas preciso começar a explicar bem a minha existência, para que não haja dúvidas. Me custa falar. Prefiro cantar. Me custa explicar, prefiro fazer sentir. Me custa fazer sentir com as palavras, face a face. E é justamente isso que preciso aprender.

quinta-feira, novembro 15, 2007

S o c i e d a d e?

A s s o c i o s e x o c o m v a z i o. A s s o c i o a m o r a o i m p o s s í v e l. A s s o c i o
t r a i ç ã o à s a m i z a d e s, p o d e r à s i n i m i z a d e s, m e d o a o d e s c o n h e c i d o. A s s o c i o v i d a à m o r t e. A s so c i o p r a z e r e d o r. A s s o c i o c é u c o m n o i t e, e s t r e l a s c o m d e u s e s e b e l e z a c o m c o m p l e t a m e n t o, a l m a. A s s o c i o p a r c e r i a a o p e r i g o, a s s o c i o f é a o s c r i s t ã o s, a s s o c i o J e s u s à r e b e l d i a e r o c k a n d r o l l à l i b e r t a ç ã o. A s s o c i o M a r t e a J ú p i t e r, L u a a S a t u r n o. A s s o c i o l e ã o e f o r ç a à B a b a l o n. D e p o i s e u c o n t i n u o; p o r e n q u a n t o, a s s o C I O.

I will love you forever

Fuck fist fuck foot fuck quickie deep fuck french fuck wet fuck finger fuck slow fuck elbow fuck blowjob sucking down below giving head 'sometimes you are nothing but meat' fuck teats fuck anal kinky fuck toy fuck food fuck doggie fuck romantic fuck tantric fuck fake fuck cheating fuck foreplay holding and kissing fuck animal fuck porn fuck bad fuck perfect fuck amateur fuck multiple orgasmic fuck make up sex fucking fuck fuck

After love comes, we fuck each other.

domingo, novembro 11, 2007

Já sei

Quero minha casa de frente para uma vista cheia de árvores, sem favela, com uma varandinha externa de onde pode-se ver o céu e onde eu possa tomar banho de mangueira, e quero ter um quarto onde caibam minhas coisas tooodas, uma sala ampla, ambos bem iluminados e com boa circulação de ar; uma sala para receber convidados e amigos, embora goste que a sala tenha comunicação com a cozinha, não é necessário. Mas a cozinha precisa ser ampla e o banheiro também. Gosto de espaço para me movimentar e cozinhar. Quero espaço para que caibam mais pessoas além de mim, confortavelmente. Quero a casa com um acabamento bem legal, nas cores que eu gosto, com detalhes inventados por mim, tudo bem direitinho e lindinho. Um canto para leitura, meditação e estudos.

Então, o lugar deve ser pequeno, pra ser fácil de manter, mas espaçoso, claro e arejado. Quero; quando chega?

ARROZ?

Se faltasse o arroz ou se ele viesse empapado, logo perceberiam a importância de se ter arroz fresquinho e pronto para o almoço. Mas como é obrigação de toda refeição vir com arroz, ninguém repara nem elogia o cozinheiro do arroz... Elogiaram sim, a beringela recheada com tomate e cebola, a saladinha orgânica e fresca, e a abobrinha ralada com mussarela e temperos... Mas do arroz integral soltinho e no ponto, ninguém falou nada!

É assim: a beringela é o leão; o arroz é o virgem. O trabalho de cozinhar foi o mesmo, mas um recebe o crédito e o outro não.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Está morto

-- ouvindo "No sense", do Candlebox.

Está morto. Não vou ficar relendo seus emails; está morto. Separei por nome, apaguei tudo. Não tenho como pedir favores, está morto... Outro dia sonhei com você. Você está morto! Embora ainda muito perto, mais que os vivos. Está morto; não há porque revirar no lixo do passado, nas memórias do passado. Dói; por que lembrar? Apaguei tudo: queria que doesse menos. Convites, conversinhas, peças que vimos, lugares que fomos. Apagado. Atirar pedras do penhasco com os nomes escritos, para me livrar do peso, é subir toda uma montanha carregando pedras! Dias de calvário. Há zombaria; não ressucitará neste plano. Morto para a vida, peso extra para quem segue. O peso que você deixou de carregar foi redistribuído para as outras pessoas que também te amavam. E agora, estamos com essas cicatrizes que você deixou.

Mas há vários mortos hoje. Hoje é meu dia de finados. Volta e meia, revisito este meu relicário de corpos e tumbas. Fedem em decomposição, trancadas embaixo da terra. E não consigo escapar dessas visitas, pelas interferências naturais de terremotos e furacões que levantam a poeira, tapetes, telhados; arrepios no corpo. Em algummmomento na minha mente, mato tudo e todos.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Perto e Longe

A voz ao ouvido era sua. Um aparelho celular no sonho, acho que você me ligou de lá do outro lado. Tempo de ligação limitado, tínhamos pouco tempo para conversar, mas tempo suficiente para nos falarmos. Perguntei se você estava bem, se tinha se machucado muito; você respondeu que sim, mas que tinha sido rápido e que agora já estava melhor.
Perguntei onde você estava morando e você disse que se mudou para uma rua que ficava mudando e que não tinha se adaptado ainda, que se perdia porque lá também não tinham números. Eu compreendi perfeitamente, como se fosse possível. Você disse que tinha conhecido um sujeitinho importante que também tinha morrido, um ator, e que ele estava te ajudando a se encontrar, porque estava mais adaptado ao lugar. Não lembro dizer que estava com saudades, mas lembro que era um mantra que se repetia dentro de mim. Desligamos, nos mandamos beijos como em todas as nossas conversas mais corriqueiras; só que nesses beijos estavam contidos os segredos do universo, todos os sentimentos reais, profundamente válidos e a inteireza que você queria, e eu senti meu amor percorrer a onda astral pra te alcançar e senti que o mesmo acontecia comigo.
Imagina como eu acordei hoje desse sonho. Da praia de pedras laranjas, do chão feito de pedras, da ilha de pedras que fazia uma caverna no centro onde não podíamos entrar por causa da água e das ondas que estouravam forte ao redor dela. O fundo da praia era também feito das mesmas pedras e eu contei para Aline e Diego que nós conversamos, no sonho mesmo, entre um berreiro e outro.
Perto pela voz, longe na distância. Perto do coração, mas longe em presença.
Não sei como pode ser possível 'perto e longe' ao mesmo tempo.