quinta-feira, dezembro 27, 2007

The Completion about Venus in Ares

I don't want anyone to have me;

I want to belong to myself.


msn 4

i am always busy

msn 3

you are always absent

msn 2

nobody talks to anybody

msn 1

you become a name on a list

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Meu nome

Eu quero um novo nome. Há anos procuro um nome para mim; é como se o meu não me bastasse. Com ele vim à Terra; foi o nome dado ao corpo e à individualidade. Mas que nome tem a minha alma?
(. . .)
É com esse nome que eu quero ir ao mundo; não com o que recebi. Quero manter privado o meu nome próprio e receber um outro, um mote . Coleto nomes. Recolho nomes. Estou sempre pensando em nomes. Sempre procurando pelo meu.

Realmente uma pessoa muito popular

Tenho certeza que mais gente do que eu conheço sabe quem eu sou. Conheci gente em todo lugar. Aí entrei na fase do corte. Espectros de gente, sentimentos antigos e rotos, nomes com teia de aranha, frases antigas que costumava dizer, formas de pensamento adolescentes... Tudo down the drain. Gostei! Gostei tanto que não consegui parar. Virou uma compulsão enxugar. Tudo porque cada centímetro da minha vida quero que pertença a mim. E qualquer um ou qualquer coisa que estiver ocupando qualquer espaço sem se fazer valer será jogado para fora. Eu sou internamente reciclável, como são os templos. Estou UQASE nova em folha. Quase-quase. Wait-and-see. Foram sete anos de azar! Quatorze... Talvez vinte-e-um.
Ontem eu vi que tenho menos fãs no orkut que a maioria das pessoas que eu conheço. E fui lá, naquela lista, ver quem eram os afortunados insanos fãs meus!! Por que algumas pessoas me adicionaram como fãs, eu não sei. Mas achei fofo mesmo assim, ver alguns rostos por lá... "Sim, você pode ser meu fã, porque eu te gosto!" - falava minha voz interna de aprovação. Sobre pouquíssimos pensei: "o que você está fazendo aqui?!"
De qualquer forma, as pessoas sobre quem teria tal pensamento rude já se mantém naturalmente longe. Muito bem. Foram bem ensinadas. Mas algumas outras eu gostaria que estivessem mais perto. Percebi que esse treco de perto e longe é relativo (a gente sabe da mesma coisa mil vezes diferentes, né? porque as coisas mudam de prisma, cada hora a gente aprende a mesma coisa de um jeito novo, ou então eu sou bem burra) porque na verdade não são as pessoas que se aproximam e que se afastam, mas minha órbita que é irregular. Eu sou um Plutão da vida. Pessoas só seguem o fluxo do Sol. Sou eu que preciso de muito espaço, mesmo sendo um planetóide.
E também preciso de distância. Para sentir saudade. Para saber o que é meu e o que não é. Eu só quero o que é meu, mais nada. Tenho necessidade de sentir falta e medo de perder, não sei perder... Tenho medo de perder. Por isso jogava fora antes. Mas agora eu deixo morrer antes de enterrar. Acabamos em plutão mesmo, hein? Achei que fosse qualquer outro fenômeno.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

THE QUEST

The thing is: not everyone is intended to evolve spiritually.
It is not the quest for everybody; but it is for many.
And the thing of our time is: there is not just one way to do it.
The difficulty of our time is that every individual has got to find his own path.
Not to follow, but to become.
It is not about mass evolution. It is about individual evolution.
Respect for every differenT.

A mala

Há meses (talvez anos!) estou convivendo com uma infiltração numa das paredes do meu quarto. As manchas agora estão mais feias, grudadas no armário, quebrando a parede interna que é feita de madeira e se alastrando pelo chão, entortando os tacos.

Há anos eu puxei um fio para dentro do armário para fazer uma tomada que servisse para ligar uma luminária na prateleira que tem no meio do armário, onde coloco estatuetas, livros e outras coisas interessantes. E eu nunca confiei muito nessa tomada. Outro dia coloquei o recarregador da bateria da câmera e o troço não ligou... Caraca! Pensando que ia rolar um curto na combinação entre possível água e eletricidade e que eu ia perder todas as minhas coisas quando o armário pegasse fogo é que na última terça-feira resolvi arrumar uma mala de viagem, daquelas grandes, de viagem internacional.

Peguei todas as minhas roupas preferidas, todas de que mais gosto, dobrei tudo e arrumei dentro da mala. As bolsas também tirei e coloquei num cesto de roupa suja, que agora é a nova casa de temporada das bolsas. Preciso tirar essas coisas daqui!!! Preciso tirar TUDO de dentro do armário. As cartinhas, as fotos, os sapatos, os casacos, as calcinhas, as meias, os acessórios, OS LIVROS, CDs, etc. Tudo o que importa mais pra mim. Imagina se pegasse fogo na sua casa... As coisas que você tiraria primeiro... Saca? Ou viver naqueles países em que se precisa ter sempre uma mochila de escape pronta, com passaporte, dinheiro, documentos e acessórios de necessidade básica. No meu caso é uma mala. É essa a sensação. De que vai acontecer alguma coisa.

I'm almost going crazy with that.
Almost.

Veio vindo num crescente a sensação até que não me aguentei e tive que arrumar a tal da mala.
E enquanto eu arrumava, me perguntava... "Pra que você está fazendo isso, cara? Já está se preparando para a obra, ou para a partida? Mas pra onde eu vou?"

E essa sensação de que a qualquer momento vou ter que fugir e se tiver os preparativos são mínimos porque a mala já está pronta estava muito intenso. Agora estou convivendo com esse trambolho no meu quarto, que ocupa todo o espaço central do cômodo. Ainda nem marquei a obra! Nem a partida. Mas a mala está pronta.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Início e Fim

TUDO pra mim é tudo. E não menospreze esses momentos; porque tudo se resume a tudo. Se no início você gostou mas não entendeu: acabou.

Ponto de vista


Eu mastigo o seu ponto de vista.
Mastigo, mas não engulo.

domingo, dezembro 02, 2007

D maior

RÉ, aqui o maior. Está sendo tocado na sua forma básica, sem pestanas; acorde com cordas soltas. É que eu acho tão bonito quando os acordes têm cordas soltas; eles ganham outra vida. Acho que os dedos ou são muito apressados em passar de um som ao outro ou fazem muita força para prender todas as cordas que são, como nós, mais felizes soltas.
Sei que ainda não tenho a velocidade nos dedos necessária para dizer que "não faço porque não quero" (ao invés de "não faço porque não consigo"), mas me falta a vontade de passar de um acorde a outro assim, tão rápido; não vejo por que uma música não possa ser perfeitamente linda e tocante tendo apenas um acorde. Sinto a necessidade de reduzir ao mínimo, encantar o ouvido com o mero poder de vibração de um mesmo acorde que vai indo, assim como um pré-orgasmo que necessita de uma mesma posição prolongada ali, num mesmo pontinho, para acontecer.
Isso tem feito com que minhas músicas mais recentes sejam bem pequenas e humildes, mas longas e expansivas. Não requerem paciência de quem as ouve, mas sim almas receptivas à sensação. Eu quero um som simples e profundo, algo de que perdemos o costume. Quero desacelerar os corações e mentes nesse gesto simples. E em um toque desarmar. Chega de desamor. Precisamos de tempo para entender e digerir a vibração; quanto menos variações, melhor. Podemos fluir numa mesma onda de frequência? Talvez através de uma música possamos.

sábado, dezembro 01, 2007

A Sereia

Eu sou úmida e fria, e vivo por debaixo da superfície de contato que existe entre o ar & a água. Não importa o quão disforme esteja a superfície, o movimento que acompanho está sempre submerso, ao fundo, e é o único tipo de terra que conheço também; aquela jazida ao fundo do mar. Mas há muita vida aqui. Algas, corais e os seres mais diferentes, de todas as espécies possíveis e imagináveis. As imaginações começaram e acabaram na água; elas todas saíram daqui e volta e meia correm para cá, assim como os medos, os pensamentos interrompidos e os sentimentos reprimidos, que criam peixes estranhos... Mas nenhuma criatura é feia, cada uma apresenta uma beleza para os olhos que conseguem enxergar. Acho que as pessoas não olham direito; para elas os seres daqui são muito mais assustadores e maiores do que para mim. Talvez seja um problema do olhar; elas também não conseguem respirar por aqui. Não conseguem retirar o alimento para o corpo da água, embora tenham saído daqui. O oxigênio que eu respiro vem de uma matéria mais densa. E essa densidade pode ser o que causa tal distorção nas pessoas. Ou fica tudo embaçado, ou sempre tudo é maior. Assim me contaram os marujos náufragos. Mas esses já não existem mais. Antes era uma honra fazer de si próprio banquete para o fundo do mar. Cada parte do corpo era aproveitada e a pessoa sofria uma completa regeneração em vida dentro de outras vidas. Agora as pessoas somente têm um gosto estranho, e não derretem como antigamente.
Mas eu tenho um segredo, uma paixão e sempre que podemos, nos encontramos. O fogo me ama, e sabe que pode lamber-me a face e os cabelos, corpo e calda, que nenhum mal me faz. Como os golfinhos que saltam à superfície, faço truques que não permitem que o enorme amor do fogo por mim se transforme em cinzas, ele ainda não pode me vencer... Mas quando estamos próximos, a frieza desaparece e a umidade vai ficando seca. Também minha calda mostra rachaduras e depois parece cicatrizar em pele. Um dia terei força o bastante para ficar até o final, ver o que acontece com meu corpo e o dele ao nos entregarmos inteiramente a esta união através do amor entre fogo & água. Tudo se transforma na sua presença. E até eu quero isso também. Para todo o sempre.


quarta-feira, novembro 28, 2007

Deviations in class

"The visual presentation", and I go reading "penetration", which shows how much focus I have in class and how much involved in the matter I am; the one discussed in class, of course. That might just be a slight case of astigmatism; of course I don't mind saying I'm actually wearing glasses today.

"Visual sameness and evenness" - this is us discussing the visual aspects of printed material and presentations of academic papers and there goes my mind thinking... "ooh, I like this sentence! It makes a great title!", and I immediately thought of fashion led ladies that dress alike to be hype, and how much that type (of fashion) sickens me.

But soon I remember that I'm hungry and I realize I am deciding what to get for lunch. I want a steak sandwich, but only if I get the meat to be done in the exact only way I can eat it... "Otherwise it won't slip through my throat" - I think outloud.

I'm not even gonna get started about all those short minded people that still think I'm a vegetarian, which reminds me of two things: one is that Luka hasn't returned my email yet (she might be pissed off, because I told her it's a great thing to be a vegetarian if she keeps it to herself instead of trying to make me give it up on my moment) and secondly that, as a magician needing to strengthen my basic chakra - the one that tells you "I am" (Muladhara), eating meat is just part of this process to help me build this super-being I have been building since forever... and... "what are they talking about in the text now?"

sábado, novembro 24, 2007

A ana da Taturana


Era uma vez uma Taturana que tinha uma gentinha chamada ana. Elas eram muito amigas e brincavam sem parar. A Taturana amava muito a sua ana e fazia questão de deixá-la feliz. Porém, por mais que desse amor, uma cama quentinha, comida gostosa e brinquedinhos ao longo do dia, foi percebendo que, com o passar do tempo, a sua ana ficava mais triste.


Até que em uma manhã cinzenta a Taturana percebeu que a sua ana não estava mais lá. Foi minguando e minguando, até desaparecer? Não. A ana havia fugido. Queria muito procurar por outras gentinhas que eram possuídas por outros bichos. E encontrou, de fato, muitas gentinhas que tinham habilidades novas e diferentes por terem aprendido com seus donos.


Encontrou gentinhas que tinham aprendido a se pendurar pelo rabo e a pular de galho em galho, e com elas se divertiu muito. Encontrou gentinhas que sabiam fazer mel e com elas se deliciou. Foi conhecendo gentinhas que admirava, mas depois de um tempo que tentava aprender a desenvolver novas habilidades sem conseguir, passou a invejar todas aquelas habilidades que as outras tinham, e ela não. Ficou amiga de todas as gentinhas para ver se aprendia também; mas nada.

Invejava a habilidade das gentinhas que, com os pássaros, tinham aprendido a cantar; as gentinhas que com as cigarras, sapos e cobras, tinham aprendido a tocar e as gentinhas que eram velozes e fortes, enquanto ela, ela era apenas uma ana. Que triste sina para a ana! Ser uma gentinha de uma Taturana! Começava a sentir saudades de casa, pois percebia que o tempo estava passando e que nada de novo conseguia aprender com as gentinhas suas amigas. Começou a pensar que sua única amiga era, de fato, a Taturana!


Voltou para casa e encontrou a Taturana de braços abertos. Seu aquário de vidro, de onde pensou que nunca devia ter saído, estava lá. E ficou feliz de retornar, pois, apesar do seu tédio com a vida de ser a ana de uma Taturana, era aquele lugar a que pertencia. Ao entender o seu papel e a sua vida, entendeu que podia ser feliz com quem era. A ana de uma Taturana.

The work out Hell

I have just figured out the type of Hell there is for people like Nicole Ritchie and others that only give a damn about looks: it's a work out center, 24/7, in a closed circuit with the same music in a loop. Working out in circles, forever... With the same bad song in a loop.

haw haw haw

Funny funny

terça-feira, novembro 20, 2007

babble bable

i ahte thsee tspos fo me babbglin atoub my lafimy.

5 palavras que eu nunca vou ouvir

"Acreditamos em você, minha filha!"

Quero refazer esse post. Minha criança estava berrando porque tinha acabado de ouvir indiretamente coisas que minha mãe acha sobre a minha vida vendo todas as minhas conquistas serem menosprezadas e as minhas palavras distorcidas.

Qu@l a surpresa que não vou ter quando conseguir um gordo contra-cheque e descobrir que isso não vai ter sido suficiente pra eu deixar de lado a importância que dou à opinião dos meus pais; queria antes que eles me admirassem pelo o que eu sou, não pela posição que ocupo ou por que diplomas tenho, por que pessoas conheço, etc. Mas não é possível, Alexandra. Porque mesmo quando você estiver no lugar que é para ser ocupado por você no mundo, eles não vão poder ver que você atingiu o sucesso do seu jeito. E também, quando você sentir a realização pessoal, não vai importar tanto talvez o que a sua família pense. That's one of my hopes.

Você passa anos trabalhando em si próprio para ser uma pessoa melhor, mas aos olhos das pessoas que não podem ver, você sempre será a mesma coisa. E é isso. I just gotta let go of it and go on with my life.

segunda-feira, novembro 19, 2007

16 de novembro

Me diz o que há sobre o 16 de novembro; quero esquecer e sempre lembro. São momentos, mas nunca bons momentos. Por que quero cortar o cordão umbilical e não consigo? O que me prende a isso? Nunca entendi.
Sinto que você não sabe quem eu sou e talvez para mostrar é que eu insista e, talvez, por você nunca se interessar é que eu tenha continuado, mas agora chega. Mais uma vez me recuso. Só que agora, não há mais renascimentos. Um só fruto foi bastante para crescermos em separado.
O que havia contido nele?
Me diz, já que diz que me ama, já que acha que me conhece... Qual é a minha cor predileta?
Sei que você ama ver os meus diferentes tons de azul, porque gosta de provocá-los, porque são infinitos. Porque sempre compete e nunca se dá por vencida. Talvez você veja em mim algo de que goste, mas eu duvido, porque ao invés de cultivar o amor, cultivamos amor ao ódio. Não houve UMA conversa na qual estivéssemos inteiras, à mostra; há um bloqueio, para sempre. É uma semente que não produziu nenhuma flor. Foi envenenada, seus frutos envenenaram aos outros, nada bonito cresceu daquele solo. Nem toda a luz do sol foi suficiente para iluminar embaixo do seu rochedo; a posição da calda era por demais estratégica. Nunca houve aproximação. Houve sempre medo.
Mas você está a salvo, descobriu um esconderijo. Até que uma rocha será maior que você: você mesma terá se transformado numa rocha, insensível.
16 de novembro: o veneno que matou as irmãs.
O rio negro corre, seguindo o seu curso. É claro que você nega sua natureza porque tem medo dela. Eu também não sei quem sou perto de você, as águas negras seduzem para as profundezas e eu só consegui voltar devido à minha própria natureza, embora nunca imune e para sempre diferente. E eu não quero beber deste rio enquanto é dia, porque ele nunca saciou a minha sede. O seu rio não me alimenta, então abandono você, à margem de si própria.

"sorte sua não ser um mosquito."

Nos dias de menor inspiração, ao invés de saudar a mariposa que paira sobre o espelho do banheiro, como eu normalmente faria, com um "olá mariposa, bem vinda ao meu mundo", tudo o que eu consigo dizer para ela é isso.