terça-feira, maio 05, 2009
Aceite o sacrifício do meu corpo
segunda-feira, maio 04, 2009
A secura das águas doces
Oxum costuma dar o melhor de si, e se ofende quando não é reconhecida. Ela também foi enfeitiçada pela bruxa Oxorongá, que a grudou em seu próprio trono, impedindo Oxum de reverenciar o grande orixá Oxalá, em uma visita ao seu palácio. Mesmo assim, fazendo um grande esforço, ela se levantou, se ferindo gravemente e manchando com sangue vermelho o palácio e as roupas. Oxalá, ofendido, vai embora do palácio de Oxum, que havia sido todo cuidadosamente preparado por ela para recebê-lo. Oxum fica muito entristecida. Mas Exú intercede a favor de Oxum e explica a Oxalá o ocorrido, que volta muito feliz com o esforço dela para recebê-lo. Por isso Oxalá sempre escuta Oxum.
Será que as filhas de Oxum sempre sofrem desses males?
"eu te amo": código operacional do sistema de segurança
domingo, maio 03, 2009
Para sempre
sexta-feira, maio 01, 2009
Cristiana (Maybe California)
Abro mão
Abro mão - agora mais próximo de mim - do controle, da tentativa de manter qualquer relação, da tentativa de amar e ser amada, dos momentos de paz, dos de ansiedade também, qualquer segundo sem expectativa é um segundo divino, qualquer momento em que não pense em você ou no que está fazendo é voltar o foco para mim, então é divino por igual... Abro mão do futuro, das minhas vontades, dos meus planos, dos palcos, abro mão de cantar, abro mão dos meus dons, abro mão de ser reconhecida, abro a mão e seus dedos se desencontram dos meus, vão se esvaindo para uma terra distante, e vamos nos distanciando, você vai subindo para outras galáxias, eu fico aqui na Terra com o mundo e o submundo. Você vira ar, eu viro pó. Abro mão da morte, abro mão da vida após esta, da sobrevida, abro mão das noites, das luas Phobos e Daimos, abro mão dos anéis de Saturno, fico com os dedos de volta na minha mão, mão que estava contra a sua, quente, agora já não mais... Mão aberta.
segunda-feira, abril 27, 2009
Um nível abaixo da superfície
sábado, abril 25, 2009
Moeda de troca
terça-feira, abril 21, 2009
Lentes de contato netunianas, impregnadas de plutão
Mas é basicamente isso. E tem a parte dos beijos, dos toques, dos olhares... Que também eram suficientemente boas, beirando a perfeição. Perfeição só haveria quando ele estivesse entregue tanto quanto ela, estivesse totalmente despejado dentro da tacinha "relação". A sacralidade da vida, e fonte de todos os pecados. Aí ela começou a exigir provas do amor dele por ela, buscando a integração dele entre atitudes e palavras. Qualquer coisa que ela percebesse como verdadeiro e genuíno, mas tudo o que via era o medo dele. Era tudo o que vinha à tona. O medo de se comprometer virava uma mina contra a relação (mina que explode na sua cara). Ele dizia que acreditava em várias coisas, mas não em "eu te amo", enquanto ela esperava que ele percebesse que, na verdade, ele havia desacreditado no "eu te amo", mas que ele também tinha direito a isso, se visse que realmente queria amar. Só os loucos amam; quanta dor, quanta preocupação, quanto desgaste. Qualquer pessoa em sã consciência permanece no seu ponto isolado de vista, dentro da própria cabeça, dentro do próprio corpo. Só os loucos ousam tomar o que não é deles, invadir outros espaços, conhecer o novo, procurar saber, morder da maçã da árvore, etc. Que ele a amasse, claro, mas que soubesse dizer isso olhando em seus olhos também. Que ele amasse a si mesmo antes de tudo, para saber que ela era tão boa quanto ele, e não melhor, e que ele era merecedor desse amor por ter esperado tanto tempo (e vidas) por isso.
O cérebro
er o mundo fora do nosso cérebro, fora das nossas conexões neurais, ver além dos nossos limites; olhos para isso nós temos. O cérebro precisa pensar além de si mesmo, para transcendermos a condição humana (e racional) de solidão.domingo, abril 19, 2009
Além de mim -- (imagem: Aya Kato)

quarta-feira, abril 15, 2009
Posso apresentar-contornar-circundar os meus medos?
A questão é: eu tenho muitos medos, e os meus medos me limitam, por exemplo, a pegar um exemplar de livro nessa tal biblioteca que é tão boa, que chega a dar medo. Demorei cinco anos pra tomar coragem e ir lá, passar ridículo. Tudo bem, passado o trauma, senti que precisaria escrever sobre isso e sobre muito mais. O livro que eu peguei eu nem quero ler: A Ilíada. Muita gente pode achar o máximo, mas eu estou no meio do meu Clarice Lispector "Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres" (definitivamente, "Uma aprendizagem"... !!!), e os cantos da saga de Homero não me atraem neste momento. Mas, passei por isso, e também passei por outros momentos bem piores, como o meu primeiro namorado, que resolveu me comer durante dois meses e ir morar na Inglaterra e, quando voltou, começou a namorar a minha melhor amiga, que era uma amiga de infância (coisa que parece que eu não vou esquecer nunca, embora eu tenha feito de tudo para isto) e outra coisa que também não vou esquecer foi outro namorado que me levou para os Estados Unidos, e um belo dia, no meio do meu dia de trabalho, me ligou para anunciar que estaria voltando para o Brasil naquele mesmo dia, só que à noite. E como essas histórias eu tenho várias outras, que não vêm ao caso agora pra não causar um halloween antecipado. Na medida em que for conquistando leitores, eu vou espalhando essas pérolas minhas.
Então perdoem-me os invejosos se algum dia eu for feliz no amor e tiver uma relação bem sucedida, mas como vocês puderam perceber, ela vai ter sido (gostaram: vai-ter-sido) raladinha. Tá? E o mundo tem bastante gente e espaço pra cada um conquistar a sua própria, e tudo mais que os fizerem felizes. Mas permitam-se, em primeiro lugar. Mesmo a fazer papel de ridículos (na concepção de ridículo de cada um, of course). Mas acho que a primeira conquista é a de si mesmo. Sabe? E isso leva uma vida inteira. Então... Amem-se, por mais que doa.
segunda-feira, abril 13, 2009
-- Reclama mais? Por favor.
Esse 'cadê eu' me seguiu o dia inteiro. Procurei dentro do meu estômago; não tinha nada lá, só dor. Nem fome eu tinha. Na hora do meu almoço, que já era quase hora do lanche, eu devorei meus pensamentos entre as garfadas suculentas. Devorava a mim mesma, uma garfada de comida, uma garfada de mim, tentando encher o vazio que ecoava em sinos lentos e doloridos, fazendo um grande silêncio oco.
Tá todo mundo assim: velho, ranzinza, de mau-humor, cheio de problema, mal amado, mal dormido, mal passado. Todo mundo tem que trocar a bomba d'água, tirar o mofo do armário, resolver entre encanamento de gás ou butijão e tomar as devidas providências, tirar raio-x da boca ou da coluna, fazer os exames, mudar de setor no trabalho. Ninguém ganha na megasena. Ninguém tira a sorte grande no amor e ensina aos outros como fazer. Eu não tenho nenhum amigo big-brother. Todo mundo pesado. Os metais pesados que vêm na água estão fazendo uma grande diferença na nossa evolução, colocando nós tudo pra baixo.
Ói que maravilha. Ainda ando roubando as idéias do meu irmão e colocando em trabalhos acadêmicos, por falta de criticavidade. Sem fôlego, sem vontade. Mas pelo menos eu não tenho televisão, o que já é um grande alívio. Posso ter o ócio que FOR; ele é meu, mais meu, muito meu. Nou teevee pra eu ficar mais burra ainda. burrainda. burrinda. burrnda. burnda. já fizeram isso em batmacumba, hein? Olha só, que repetitividade da vida me atingindo. Ô, deixa eu acertar um poco!!
Ainda assim, alguns poucos (bons) exemplos transpassam o meu caminho, e eu vejo como a bondade das pessoas é infinita (assim: eu tenho noção que a maldade também, mas a bondade das pessoas tem cruzado mais o meu caminho, apesar do meu mau-humor) e ainda existe e está ativa. Tantas coisas ruins, mas continuam oferecendo para carregar a minha mochila no metrô lotado, e se eu durmo, me acordam para perguntar se eu vou saltar na Estácio (risos). Mas essas coisinhas, pequenos atos tão calorosos e totalmente grátis tiram um pouquinho do peso, e eu vim para casa um pouco mais leve depois disso. E o metrô é ótimo para essas coisinhas especiais acontecerem, porque é uma situação extrema pegar o trem na hora do rush e é quase desumano também. Mas as pessoas sobrevivem e ainda conseguem ser solidárias umas com as outras, e quando eu vejo isso, eu fico feliz pelo mundo e me sinto mais aliviada.
theseaweed

domingo, abril 12, 2009
The untold tale of the monkey and the rooster
sábado, abril 11, 2009
Ontem

sexta-feira, abril 10, 2009
Hojeam
Hoje eu gostei de um bigodinho na rua, mas porque fiquei pensando no seu. Na verdade, esse sujeito é a cara do cara personagem do livro que estou traduzindo, então me fascinei. Como pôde ele ter pulado das páginas para a minha cabeça, e da minha cabeça para o mundo?! Como pode haver uma pessoa igual ao Andrew Imhof, cílios longos, cabelos bagunçados, pêlos castanhos?! Amorzinho platônico da personagem principal do livro, estou vendo demais, estou vendo que entro demais nas histórias que ando lendo, estou vendo eu mergulhando na voz da personagem e perdendo a minha própria. É por isso que não vejo novelas, e é por isso que não assisto a filmes. Todos entram em mim, entrando em mim para nunca mais sair. E não saem.
É por isso que eu sou uma péssima amiga. Sou boa assim, à distância. Na redoma. Na jaulinha. Me dêem comida. Mas cuidado com os dedos. Eu já gostei mais de anéis. Podem ficar com eles.
Opa Camarade! Esqueci de contar... Que já não canto, muito menos encanto. Se eu quiser passar invísivel, não tem playboy da Lapa que puxe a minha saia! Só não posso sorrir. Se passa qualquer bêbeda acham que você está alegre e querem conversar. Não pode passar qualquer boba alegre, que eles acham que está bêbada e querem puxar a saia. É foda. Não tem saída para os homens ruins do mundo. Que todos eles sejam engolidos.
Le-Olam-Amém. Saravá. Axé, Oxum.
Atchim.
Tenho mais histórias pra contar? Só aquela velha, da Chapeuzinho vermelho e daquele bicho pulguento. Mas hojeam, eu olhei as bananas de uma forma meio diferente. Como nunca tinha olhado antes. Senti medo. De mim mesma. Medo dos raiozinhos da Lua para mim naquele dia de dois duas noites atrás. Zzz zzZZZzZZzzzz
quinta-feira, abril 09, 2009
AMANhãn?
terça-feira, abril 07, 2009
Presa numa questão de liberdade
segunda-feira, abril 06, 2009
Toalha molhada
Nem todas as toalhas secam a tempo, nem todas as toalhas novas enxugam bem, nem todas as coisas felpudas são gostosas (tipo lodo no fundo do lago), nem todo mundo que mora na favela tem vocação para ser pobre e as pessoas que pegam conduções lotadas não nasceram todas para isso. Está/amos cumprindo com o seu/nosso dever?
O mundo é permeado de questões estúpidas assim, tão pequenas que são tão óbvias, e que de tão óbvias são invisíveis, que nos impedem de ver as questões maiores, que de tão próximas não enxergamos, e lançamos mão de soluções muito mais complexas, dispendiosas em energia e dinheiro, investimos tanto tempo em coisas tão fenomenais, mas nas pequenas coisas, nos detalhes, nas pequenas organizações, quase não perdemos tempo. Tipo: gastar dinheiro com médicos e milhões de coisas que nos fazem acreditar que são boas para nós, quando poderíamos simplesmente saber as coisas que são certas para nós.
E eu não me sinto limpa se não me enxugo com uma tolha seca, e não me sinto confortável pisando em lodo, e continuo com nervosinho na nuca se grudar muita poeira na sola do meu pé e também penso mentalmente numa senha eletrônica sempre errada no último algarismo, para se a pessoa ao lado estiver lendo a minha mente, não saber a minha senha. E não consigo fazer nada, não consigo me manifestar em brados e causar a mesma indignação nas pessoas a minha volta quando anunciam no metrô que a passagem vai aumentar de novo, e vai atrapalhar todo o meu orçamento, que já estava apertado.
E será que alguém pode ser vangloriado por ter nascido bonito? E será que podemos dizer que estamos em plena Era do desenvolvimento da comunicação? E será que o Lula acredita que ele seja realmente "o cara", e que tanto a Rainha da Inglaterra quanto o presidente Barak O. sejam super "gente boa", ao invés de perceber que todos esses líderes querem um pedaço do Brasil?
Não é você, senhor presidente, que está sentado naquela cadeira: SOMOS NÓS. E nós estamos cumpridos com os nossos deveres. Você é apenas uma toalha molhada (e em cima da cama!). - mais uma coisa felpuda que não é legal. Você é ilegal.
E mais um pedaço meu vai sendo levado embora pelas corporações quando todas as contas aumentam e eu preciso gastar o meu precioso tempo trabalhando ao invés de fazer as coisas que eu deveria estar fazendo para a minha própria sanidade, como ir gastar a minha agressividade movimentando as massas e causando tumultos contra essas corporações abusivas (Light, CEG, etc, etc, etc).
quinta-feira, março 12, 2009
I just settled for the last fridge in the store
pelo meio das pernas
Amor escorrido pelo meio das pernas, para o solo, para ser reabsorivo pela terra. Mais um ciclo, mais uma morte. E mais um dia em minha vida sem amor.
domingo, março 08, 2009
The ones that never got to be - diário de um momento de show
mais uma alminha sobe (ou desce) para os céus dos desalmados, somando mais uma alminha ao seu espectro que vai ficando cada vez mais gigante e mais assombrador pela soma dos seus antigos entes queridos que vão se empilhando, um a um e misturados, na enorme sombra fumê de relacionamentos mortos, sentimentos mortos, lembranças e passados.
Aí você sai da visão e está no meio de um show muito inspirador, no escuro e ainda bem, sente uma saudade, uma vontade do papel e da caneta que vai saindo quase como um vômito, e você sente um calor molhado entre as pernas e acha que pode ter ficado menstruada no meio do salão, em cima da cadeira -"ainda bem que está escuro/ainda bem que a saia é da cor de sangue", e depois pensa que é mesmo bem possível pois está mesmo na época, e então, começa a se rabiscar porque acha a caneta,, mas não o papel, e no meio do show, ali, no meio de todos, mas não escondida por estar em cima da cadeira, não comportada por estar escrevendo no braço enquanto as pessoas talvez achem que você está se cortando, e eu pensando em pedir um café para tomar ali mesmo, só porque com a idéia de escrever veio junto uma vontade monstro de tomar café... Eu penso que deve ser o olhar de fora disso que me justifica como "ela é meio maluquinha". Bom... Café... Veio e foi-se. Mas eu escrevi, escrevi em mim, e nos guardanapos da mesa, e guardei todos eles na bolsa.
. ..... ........................................ ............ ........................ ...
É tão triste estar no palco e cantando para tantos que te acham tão bonita, eles amam a sua voz, dizem que amam vocÊ também, e dizem que você é muito foda, e você tenta ser fofa, e diz "vc tb é", mas ouve "você é mais, muito mais", de uma voz que quase te devora ali do gargarejo, e você encanta a tantas pessoas, mas encanta porque canta com a verdade das coisas que construiu, e se lembra dos sentimentos que fizeram você escrever aquelas canções, e das pessoas que foram responsáveis pela sua inspiração, e aí pensa que você tem várias pessoas mas não tem justamente quem gostaria, porque você está fazendo turnê e o seu amado está sozinho na província de origem, "esperando" (isso é quase engraçado de dizer), e que não está ali. (...)
Então, acho que só 3 reticências é muito curto...................................................................................................................................................................................................................................................
Kd o meu amado, que não está ali também, alimentando todas as minhas dúvidas e vontades de escrever??
Sabe uma frase que me veio na cabeça nessa hora?
"Santo de casa não faz milagre." Bom, se você encanta tanto, deve ter encantado o amado em algum momento. Mas, de repente, de diva do rock vocÊ passa a ser lugar comum. E, por algum motivo, eles não gostam disso. Deve ser por issooo que erram tanto aquele ponto.
E precisam da diva que não tem pontos, nem vontades. :/
Opa, essa saiu sem querer. É a quase-lua-cheia, na pré menstruação e eu estou maldOSA, mau humorada, com cólicas. É preciso amar demais o lugar comum para me amar. É preciso conhecê-lo para saber do seu oposto.
E estou de mau humor com os homens e ainda descobri que odeio os machões do metal, que falam "linda" pra cantora do palco, e literalmente pisam e esbarram com força nas mulheres da platéia. Nunca vi gente mais idiota. JURO que os comentários que eu ouvi hoje foram os piores, do tipo de gente que não tem nada dentro e veste de preto só pra esconder o vazio.
... .
E as garras estão ficando afiadas.
E as pálpebras começam a não me obedercersr
[pós show de Annique]
sábado, março 07, 2009
Positivo, negativo, infinito
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Olhar cristalizador
sábado, fevereiro 21, 2009
O que está acontecendo com a minha auto-imagem?
Hunf.
>: /
Ou então, um dos gatos deve ter comido.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
É só girar o botão (Drica, esse é pra você! Pra nós...)
Uma real transformação... Id extreme make over. Soul extreme make over.
Que dia será que isso vai acontecer, hein? "Tic-tac, tic-tac, tic-tac. I only got 4 minutes to save the world". Tem gente que diz que sabe onde o meu botão está... risos. Seus bobos. Será que vocês sabem mesmo como girar esse botão?
; )
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
AMAR É MORRER
domingo, fevereiro 08, 2009
artes plásticas
sábado, fevereiro 07, 2009
Te espero siempre mi amor
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Aquilo que todo mundo tem, mas que ninguém admite.
a razão acima de tudo.
todos com as suas razões, eu prefiro ficar com o meu cu.
Hoje já é passado
terça-feira, fevereiro 03, 2009
A liberdade do corpo
Quero saber imitar a elegância dos gatos e a destreza dos macacos.
Eu invejo as pessoas que têm liberdade com o próprio corpo. O meu está aqui esse tempo todo e ainda não nos acostumamos um com o outro.
EstrategistaS
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Estação da Luz
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Chuva de São Paulo
Paulo, um prédio de fachada escura e portas fechadas, você se pergunta o que tem lá dentro. Me imagino tocando a campainha, abre um cara de terno e eu pergunto: "você tem um emprego pra mim"? Queria ser a mulher com poucas, mas lindas roupas, cabelo feito e super desejada. Queria estar nesse mundo de vícios e música, mundo de dança de pouca roupa, muito corpo, mundo do sinistro, do meu Samael. Mas eu uso uma burca, e vendo o meu rosto. Escondo o que eu realmente gosto nesses dias, porque eu sinto muito medo. Na chuva de São Paulo não vejo solução a não ser voltar para casa. Vejo o vento vindo, trazendo uma chuva que cai me acariciando e uma pena de galinha voa pelo meu dedão do pé. Ninguém me espera. Quero comprar cigarros, mas eu não faço isso. Hoje é um daqueles dias em que eu faria tudo o que não faço. Eu não ando de moto, mas HOJE eu subiria na garupa de qualquer um, qualquer um que parasse e me convidasse. Hoje é um daqueles dias.
domingo, janeiro 18, 2009
Santa Puta - Puta Santa
Meus irmãos que parecem uns lobos babões, fariam o papel de defensores da minha dignidade para outros homens, caso eu resolvesse tomar posse do meu corpo? Ou ficariam babando em cima das minhas fotos, como todos os outros homens, fazendo todos os comentários machistas e sexistas que já conhecemos?
Foi pensando no olhar masculino sobre os papéis que as mulheres interpretam hoje, principalmente esses dois (até onde uma mulher pode ser sexual sem ser vulgar, por que as mulheres vulgares são colocadas abaixo das mulheres reservadas, porque os homens só conseguem lidar com mulheres sexualmente expostas enquanto objetos, etc) que resolvi escrever sobre isso, correndo o risco de estar totalmente equivocada sobre todos os assuntos juntos. Mas, como não estou tentando dar nenhum tipo de resposta, acho que não vai ser tão polêmico.
Eu acredito no poder mágico das mulheres; nós somos as taças sagradas, o Santo Graal. Por que eu me sentiria uma puta ao me oferecer a vários homens ao mesmo tempo e por que me sentiria mal de ser confundida com uma prostituta? Por que essa divisão entre o sexo e sagrado, já que o desejo existe?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Escrito em papel higiênico
domingo, janeiro 11, 2009
Lata de atum para dois
quarta-feira, janeiro 07, 2009
7-JAN-09 (APX-5 NA)
What will you be
Do you see that train coming in your direction? What will you do when it hits you, what will you do? It is going to hit you, for sure... Will you keep the promise of what you would be?
Can you be yourself in your everyday life, or do you dream of some parallel life where you can be what you want to be, what you said you would be?
Can you be what you want in your everyday life? It's in the dog, in the people you're with, it's in the street, in every place that you meet. Can you keep the promise of what you would be? Can you keep the promise of what you said you would be?
domingo, janeiro 04, 2009
Quando eu sinto dor, o mundo se torna demasiadamente real. As coisas são cortadas nos seus excessos e só fica o que é essencial. A consciência se amplia e a completude se apresenta de um jeito aterrorizante. São poucas as coisas que eu percebo nesse estado, mas elas são vastas, imensas. Tipo: a solidão. A consciência de que estamos mesmo sozinhos. Geralmente a sensação que acompanha é sentida nos ossos ou nas vísceras, mas eu sinto menos medo quando estou sofrendo do que quando não estou. Eu sei o que pode se apresentar. Acho que eu conheço o lado das sombras e até me sinto confortável ali. Também sinto menos fome.
Ao mesmo tempo em que eu sinto que estarei sozinha em absolutamente qualquer ocasião da minha vida, eu quero acreditar que isso é uma mentira que ficou muito arraigada, e que podemos contar com "coisas". Podemos contar com as pessoas próximas naquele momento (idealmente), e podemos contar com a nossa própria dor. Lidar com a própria dor talvez seja o princípio da percepção de nós mesmos, ou seja, perceber que somos um indivíduo com quem podemos contar. Costumamos nos isentar da nossa própria lista de pessoas com quem podemos contar. E, talvez, descobrir que somos uma pessoa dessa lista faça com que outras pessoas assim apareçam na nossa vida.
Mas a descoberta de que os relacionamentos são superficiais e horizontais, e que somos nós que agimos na vertical a partir desses relacionamentos reafirma a minha posição de que estamos sozinhos. Então, apesar das dificuldades, preciso admitir que a dor e a solidão são partes integrantes do ser.
O ano passado não fechou, assim como o novo não se abriu. As vidas se carregam. Os rituais vulgares de datas são falhos porque não abarcam o geral e são extremamente impositivos. Não há fugas para o Natal; não há fugas. Isso é extremamente real. Temos escolha? Para tudo existe um início e um fim. E me falta essa compreensão. É difícil aceitar que não temos controle.
Mas por que nós, pessoas como eu, participamos da vida no pilar da severidade, sofrendo dessa forma? Sentindo uma realidade interna e lutando contra ela, querendo acreditar em outras verdades, verdades da mente?
Tenho dois copos ao meu lado, um de vinho e um de coca-cola. Queria uma resposta, mas não consigo decidir de que copo beber. Queria companhia para a minha escrita, mas não quero tirar as pessoas do que estão fazendo e puxar um assunto que eu não sei muito bem onde quero chegar. E não puxe um assunto quando você sabe o que podem responder, e não quer ouvir. Confrontação.
Ter uma idéia vaga do que se quer dizer é tudo o que eu tenho agora.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
ANT ARES
quinta-feira, dezembro 18, 2008
continuous

i hoped for it all, it all came undone before i could start that fire, because my own fire overshadowed your spark. i was a flame and you were air; you are gone and i am coming down on ashes. the floor, stick to the floor... not forgeting to breath, do not forget to breath, breath in and out, listen to your heart beat, listen to your inner cry. the hanged cat i dreamt about it was not a real cat; it was me. chocking on my own tears, the rope was too tight and i was so angry at myself like i am now, but i was trying to set it free. and, eventually i can, so how can i keep going out on swimming with sharks? --like everyday is a different fishing-- all i see is tails and bones (the bate, my mouth, the hook.) oops, this one used to be mine. just ashes now. there is no now. just yesterdays. of course there is no tomorrows, and of course there is not me
domingo, dezembro 14, 2008
Eu sou o cano da arma
Não sou a bala que perfura o alvo, nem a pólvora que se espalha pela roupa. Não sou os dejetos amorfos que caem pelo chão, cheios de sangue, nem o próprio sangue em si, que escorre como cera líquida. Não sou o calor do atrito, não sou o gatilho, não sou o dedo que dispara o projétil, não sou nem a própria raiva do ser, inquietude do dedo. Não sou um fim e nem um motivo. Não sou um objetivo. Não sou feita de algodão, nem de papel, e não derreto com a chuva. Poucas coisas podem me deter. Mas nada fica no meu caminho. Eu sou o canal que liga o princípio ao fim, mas dentro de mim, é apenas oco e escuro. Antes, eu sou fria. Depois, quente. Eu sou o canal que leva a mensagem, seja na esportiva, seja na brincadeira que acaba em desastre, seja na vida ou na morte, no erro ou no acerto. Dentro de mim, é apenas escuro e vazio.
sábado, dezembro 13, 2008
DESACREDITE
domingo, dezembro 07, 2008
Arnica - tempo e espaço
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Caganers
terça-feira, dezembro 02, 2008
Conversa séria listrada
É uma coisa boa virar um ser único? Ser uma personalidade integrada? A Estrela central do nosso sistema é uma das poucas que não possui nenhuma companheira orbitando em volta. Quase todas as outras estrelas têm. Seria esse o carma da nossa existência nesse planeta, refletir uma estrela solitária? Ter que aprender a amar a nós mesmos, independente se as outras estrelas têm uma companheira? É a nossa sina ser um centro, um ponto único no Universo?
Me encontro incapacitada de sair e conquistar, pois não quero me inserir em nenhum tipo de padrão - and the Gods know this is crazy O.o! preestabelecido de sucesso. Ou qualquer outro. Estou quase fracassando para poder criar uma nova arte, feita através da linha da vida, a minha própria vida com as minhas marcas de alma, fora das obrigações de "conseguir". Analisando, carinhosamente, a forte possibilidade de "não ser tudo aquilo que sonharam para mim", nem "tudo aquilo que eu sempre sonhei ser".
A conversa listrada é aquela que não segue as linhas do caderno. Ela atravessa a página, porque está atravessada na garganta, indo contra a imposição das linhas preestabelecidas. O espaço destinado à escrita está lá, e eu querendo ter uma conversa séria comigo mesma, pensei que não podia obedecer aquilo. Até o caderno dita como devo conversar comigo mesma, se quiser escrever, preciso seguir os espacinhos que foram feitos para facilitar a minha vida, espacinhos que não foram pensados por mim, foram mastigados e entregues prontos. Padrões, que foram feitos para quê? Por que me incomodam tanto?
O que seria de mim se eu fosse uma listra como qualquer outra, impressa em qualquer uma das 323 páginas desse caderno? Imagina se meu destino fosse ser uma listra e NEM ASSIM eu conseguisse satisfazer alguém e completar o meu destino, porque bem na página em que eu estivesse impressa, uma pessoa com sono e sem vontades teria resolvido que, logo ali, na minha vez, não escreveria entre as linhas, mas sim, contra elas. Essa é bem a cara do meu destino. Ser uma das linhas dessa página fora de ordem, de alguém que resolveu escrever fora da linha. Fim para mim.



