segunda-feira, maio 05, 2008
Ilusão auto-biográfica
sábado, abril 26, 2008
O mundo real, cimento que vai secando nos meus pés aos poucos.
sexta-feira, abril 25, 2008
In a second
You don't own a house, but you wish you did and when you finally do, you can't stop complaining about how dirty it is and how tired you are to clean it up and how short you are to pay for someone else to clean it up for you. How unfair is it that while you have to struggle to work everyday some government jackass is stealing money that you helped to save for paying your taxes so correctly. All of the sudden, you don't have a house anymore, because you lost your mother and you lost your family because someone dies and then you are left with debts up to your neck and what should you do? Complain that life isn't provinding you with better choices? Where's all your effort to make things right, where did it go all your energy in working... Where have your ideas, fresh and new gone? And most importantly, where are you in the middle of all this? Why isn't life providing us with better choices?
quinta-feira, abril 24, 2008
quadro-a-quadro, quadro-a-quadro, ...
No entanto eu percebi que estava sendo levada... Pelas mãos, abobalhada, fantasiando em cima de imagens. Quem era aquela mulher de verdade? Ela pigarreia entre uma frase e outra? Tem a voz grave, muito aguda, anasalada? E o cheiro, é bom? Ela é inteligente? É interessante? Ela tem problemas de estômago, de tpm? Ao perceber que não sabia nada sobre ela, a enorme possibilidade de que fosse completamente desinteressante fez com que qualquer possibilidade de ser interessante causada pelo mesmo "não-conhecer" a deixasse, na mesma hora, feia. E estou me questionando, como tive vontade de colocar aqui para o mundo...
Que beleza é essa que assumimos como beleza enquanto outras coisas mais belas passam por nós sem ser vistas? Como o lado de dentro, por exemplo. Por que essas imagens ensinadas são tão cativantes?
quarta-feira, abril 23, 2008
anagramas
terça-feira, abril 22, 2008
Dois pilares - altar a Vênus, chifrada de carneiro.
Pessoas pela metade andando por aí, se encaixando em outras metades. Onde houver o encaixe, seja em que lugar houver o encaixe, pessoas pela metade se encaixam sem norte, derrubando sem propósito outros pilares.
Pilares unificados não têm rosto de gesso, nem de vidro, nem de mármore. Somos de material flexível (e macio). Mas apenas me curvo sob vontade.
But I only bend at my wish.
Vênus em Áries
Mesmo na feiúra, onde todos nós nos unimos, eu serei bela com essa Vênus. Porque Vênus vê a beleza em tudo.
I am lucky to have beauty in the head. Venus in Ares. And my body is luckly well matched with my type of beauty, triangles. 5th house, 1st house. So that I don't neet to hide anything.
Even in ugliness, where all and each one of us connect, I'll be fair with this Beauty. Because Venus sees beauty in everything.
domingo, abril 20, 2008
A coadjuvante
A festa da "Banda Beijo" para Andreas
- Hehehehe.

Old time friends showed up...
- Nice to see you!
... everybody knows that smile!

Eu não sei o que é isso; felicidade, talvez.
O Carlos bateu a foto. Ele detesta aparecer. :)
O que a gente não faz pelas crianças...




Proud-parent guitar man and me.
Proud-parents! That's the spirit!
*FIM*THE END*
sexta-feira, abril 18, 2008
Café... Mancha.
quarta-feira, abril 16, 2008
Salma Victoria
sábado, abril 12, 2008
Fases alquímicas
(Ainda não li, mas fiquei curiosa.)
Não faz sentido, quando pensamos nos processos de alquimia interna??
Nossa, para mim fez muito... Ainda quero ver esses estágios mais cautelosamente.
quinta-feira, abril 10, 2008
O outro em mim
É como se as pessoas se apresentassem para mim com suas capas mas elas não cobrissem muito porque eu vejo o que há por trás e nos outros é tão mais fácil do que em mim mesma*. E esse é um movimento quase imperceptível, que se dá em nível etéreo, então é muito complicado... Especialmente porque nas relações EU e TU se misturam, então são os meus padrões se relacionando com os padrões, conscientes e inconscientes, do outro. Tudo muito complicado, mas eu lido com o mundo oculto e preciso treinar essas visões. E elas não são em si uma invasão, porque elas existem para todos.
- "Posso te ligar depois?"
terça-feira, abril 08, 2008
Those fears that you have

domingo, abril 06, 2008
Casa nova casa
minhas cores: rosa e laranja. o que as cores falam sobre nós? um estado de espírito, talvez, reflexo das coisas que nos cercam. ou reflexo do nosso espírito nas coisas que nos cercam.
Então eu comecei... Tempo para mim. Apertei, liguei um showzinho da Sherryl Crow... Abri o tarot, toquei violão. Estrela é minha maior companheira. Ela gosta de passar tempo sozinha comigo, no que eu mais gosto de fazer. Meu tarot espalhado, descobri que cuido dele bem demais; quero mais marquinhas e dobrinhas.
O show da Cherry Crow (: que eu comprei nas lojas americanas arrasou. Sábado saí com a cestinha, fui catando as frutinhas mais saborosas. Mas hoje, só fiquei dentro de casa. A minha casa natal. O show dela me levou a vários lugares diferentes. Super bom.
domingo, março 30, 2008
"Music takes you round and round and round and round...Hold on to your love"
Esse baixista mandou ver, algumas vezes. Principalmente quando estava no teclado!
Vimos o show todo de pertinho assim!
Ele veio algumas vezes para perto de mim, mas não me deu muita bola. Ele leu meus lábios, viu que eu disse "I love you. Thank you", porque consentiu com a cabeça, mas ele só se veste de branco e pode ter se assustado porque eu estava de preto, com olhos puxados pretos e etc.
Daddy foi comigo. Não reclamou do ingresso caro. Ponto para daddy.
Acho que isso foi em "Killer". Eu sabia que era essa música, mesmo antes de ele dizer.Tudo isso graças ao tarot de Thoth. Merci Thoth! Linda lua na saída, por sinal. Obrigada duplamente.
terça-feira, março 25, 2008
Flashes do underground que go round and round
domingo, março 23, 2008
Cabeça desmontável
sábado, março 22, 2008
M'esqueço
The Blue

quarta-feira, março 19, 2008
Pensamentos cortados, na vida, igual à loucura.
***
Valid during many months: This is a very positive influence, a time when your mind will be stimulated as never before. New ideas, new techniques and new approaches to life will continually come to you. Radical ideas that you would never have entertained before seem perfectly all right now, and you are able to use them positively."
sexta-feira, março 07, 2008
Irmão
Eu garanto uma coisa: você não corre o risco de se perder ao se dar por amor. Desse medo você não precisa fugir. "Você" não é algo que se esgote quando a entrega é em nome do amor, seja ela para o que for. Lembre-se sempre: por amor. Faça as coisas por amor.
Amiga da Instabilidade
terça-feira, março 04, 2008
"Type-writer"

domingo, fevereiro 24, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
A palavra namorado
Estou -odiando- a palavra namorado.
Assim que se chama alguém de namorado, parece que existe uma série de comportamentos padrões a serem seguidos e que entram em choque com as pessoas e com o que elas realmente são. É o conteúdo da caixa que me irrita. Esse título, namorado, não pode definir a forma como eu me sinto e como me comporto com relação a alguém. Mas existe o peso da cobrança das pessoas, inclusive dentro da relação; inclusive de você para você mesmo! Estou dizendo... É loucura total.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Amigas 8
E embora eu saiba que ela vai ficar mais feliz lá do que aqui, me acostumei a tê-la por perto, coisa que nunca aconteceu antes. É como se eu tivesse recebido ontem uma sentença de ampulheta, na qual cada grãozinho de areia representasse nosso precioso tempo, escorrendo até a partida. A partir de segunda-feira, não vão ter mais telefonemas de hora em hora para casa de Vanessa. A partir de segunda-feira, passa a ser interurbano. A distância física volta a se instalar.
Eu não sei perder! E aí, todas as pessoas fazem aqueles comentários infelizes, de quem tenta consolar o inconsolável: "pense pelo lado positivo.../pense na felicidade dela...". Mas eu não consigo pensar, só consigo sentir falta.
A sensação é essa; não adianta me falar que ela não vai morrer. Eu sinto assim: perda. E não sei perder. Eu sofro. Eu choro. Dói. Eu me apego. Mesmo sabendo que eu ganhei meu playground de volta, porque eu adorava viajar pra casa dela.
Deve ser por isso que eu guardo e acumulo, porque não sei deixar ir embora. Eu tenho memórias infinitas, inclusive em papéis e milhões de coisas que eu guardo, porque são referências de quem eu sou em decorrência dos caminhos pelos quais passei. E desde que conheci a Van, ela é uma das minhas grandes referências em vida. Aprendi tantas coisas com ela que fizeram de mim uma pessoa tão melhor! Pelo menos por aceitar melhor a mim mesma.
Mas assim são os amigos, né? Nos amam incondicionalmente e com esse amor, nos curam.
E agora, não consigo pensar em coisas legais como o meu aniversário que está chegando e na festa que eu vou dar e em todos os meus outros amigos, nem nos reencontros.
Assim é a vida; cheia de despedidas.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Questão de sorte? (Relacionamentos)
Uma combinação de fatores de "falta e excesso"? Talvez seja uma combinação de procura e oferta, "preciso disso e você me dá". Mas aí, se a "troca" é baseada nas inseguranças de cada um ou nas vontades, já são outros quinhentos.
"Express yourself, don't repress yourself" - Madonna (Human Nature)
E continua... "And I'm not sorry, it's human nature... And I'm not sorry, I'm not your bitch, don't hang your shit on me"
- Somos cabides para as projeções e desejos inconscientes daquele que é nosso parceiro?
Somos a projeção externa de um amor que deveria estar sendo internalizado? Porque assim que temos "alguém" para amar, não é a ordem "natural" deixarmos de amar a nós mesmos porque a relação exige que passemos por cima de vontades, individualidades e etc em nome de se manter?
(numa relação tradicional do ocidente, não é isso o que acontece em 99% dos casos?)
O que faz uma relação se manter, que as individualidades continuem cada uma seguindo seus próprios caminhos? Não vemos tanto pessoas que mantém suas relações através de "eu abro mão disso e você abre mão daquilo, estamos acertados?"... (?)
Do que adianta apenas uma das partes ter acesso às estrelas e suas mensagens se a outra parte não crê que nada disso possa existir? Mesmo que as relações sejam complementares, não é necessário que as duas pessoas estejam querendo?
(...) Mas querendo o que?
* * *
Se comprometer, cuidar e se entregar?
São essas as três palavrinhas a base das relações de sucesso?
O que é uma relação de sucesso... Para cada pessoa é de um jeito, eu sei... Então tá; o que é uma relação de sucesso pra você?
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Lista do ano passado (to my man)
E eu fiz uma lista minuciosa, mas não consegui encontrar. Pouco tempo depois fiz outra, que vou publicar aqui. (não sei porque me veio em inglês; isso acontece muito comigo)
- you gotta love me and I gotta love you
- we gotta feel good together
- the comfort of intimacy and security on the hugs gotta be present
- I need to feel safe, loved, desired and protected
- I want my man to have some freckles on the chest and a few on the face
- we got to work great in bed, both for sex as for sleeping together. Must be warm and delicious.
- you gotta be a good man and trust me and treat me well. you gotta honour our relationship and I must admire you for who you truly are
- you need to understand and feel my importance in your life and make me feel it
- we need to communicate well and always, even if silently
- In exchange for your faithfulness to me I'm gonna be loving and gentle at (almost) all times. Loving and generous.
- you must be faithful to me because you also believe in energies, and in a monogamic and two way hand relationship and also because you have a good Saturn in your chart working in our behalf, which gives you a strong sense of self and security, so you can pass it along to our kids also (when they come).
- you gotta have a way with me and with the kids
- we must be honest to ourselves in order to be honest with each other and we will respect eachs' individualities without drama
- our relationship must be calm and creative, but the feelings we share must be deep, intense and strong based on well built up emotions.
- you gotta believe in the stars, just like I do.

Eu alimentava os que tinham fome. Mas eles eram ambiciosos e sugavam até a última gota do meu sangue.
do meu suor se banhavam
da minha saliva bebiam
nos meus olhos se espelhavam
e dos meus cabelos teceram os próximos passos das suas vidas
hoje em dia não mais abocanham meus seios
que deles brotam jatos dourados
do leite mais puro e divino que possa existir, estrelas magníficas do meu céu particular.
muitos universos a serem desvendados,
muito a ser criado e destruído
e muito destinado a permanecer.
(e pegou fogo minha flor de plástico e respingou no papel, feito cera derretida, ficando tudo vermelho.)
tela de http://www.filipeneryartes.blogspot.com/
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Onde está a sua coragem?
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Em prol da CARNE
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
O beijo de pálpebras azuis sob o esplendor de Nuit

As mãos completavam o beijo, pousadas sobre o peito dele. E ainda assim, nada aconteceu. E esse nada foi todo o universo.
"Por um beijo tu então estarás querendo dar tudo, mas aquele que der uma partícula de pó perderá tudo nessa hora." (Livro da Lei, capítulo I - ver. 61 )
Nuit, todo o trabalho é por você; estou à espera e "dividida por causa do amor, pela chance de união". Meu veículo é o amor. Eu sou uma sacerdotisa do tempo & espaço, sua irmã e sua filha. Todas as estrelas brilham por mim e para mim. E eu sou uma estrela. Eu também sou a lua. E foi você quem disse. E eu amo, Nuit; eu amo todos os segundos e espaços, e para sempre amarei. Você disse: "Em todos os meus encontros convosco deverá a sacerdotisa dizer — e seus olhos arderão de desejo enquanto ela se mantém nua e regozijante em meu templo secreto — A mim! A mim!- Chamando para fora a chama dos corações de todos em seu cântico de amor", e eu aceitei e obedeci.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Holy Cow
(. . .)
One of the reasons why the ancient indians used to sing for the death of their animals, the animals serving as their food, was because they respected every single soul in the planet and they knew, because they lived very close to them, observing the animals, the equals we are, that they had souls. And they knew it; they turned their attention to nature to absorb the qualities of the animals for power and physical strength. How to deny it?
So today, when I eat meat it's not only because of the paladar, once I've been a vegetarian and could easily become one again, but for that same strength the ancients were seeking. And I respect and I am thankful for that meat, that what I eat can make me a better person than I already am. And I think cows are holy, have I ever mentioned that before?
domingo, fevereiro 10, 2008
Entendendo os fenômenos da natureza: a água em todas as suas formas.

(...)
As nuvens ainda se revolvendo no céu, pareciam estar indo embora... Mas um vento contra ao que estava ocorrendo intercedeu, fez com que todas as nuvens cobrissem aquele pedaço de céu que podia enxergar da sua varanda. Num minuto, tudo ficou estático. Ela esperava conseguir ver a chuva cair, antes que tocasse o chão; queria ver o exato segundo no qual as gotas começariam a se proliferar e os relâmpagos a aparecer. Mas nada. Apenas os estrondos quebrando o silêncio. Agora o gato, antes no seu colo, roia a ração. Cadê a chuva prometida? Adoraria vê-la e senti-la nesse momento. Ficou pensando que sensação gostosa era aquela das pessoas de terem um teto sobre as cabeças nesse momento aparentemente extremado de expressão da natureza e pensou por que era a única na varanda, esperando pela chuva, enquanto os outros se protegiam. Mas sabia que prazeres estavam escondidos em não ter como fugir do aguaceiro de uma tempestade e das sensações de coragem e liberdade despertadas pela enxurrada de água fria na cabeça e no corpo. Sabia também que não há proteção contra a natureza e que não há ameaças numa tempestade de verão.
Voltou o vento. Agora a chuva. “Venha chuva! Venha!” – exclamou. E não é que a chuva veio? Uma enxurrada, diga-se de passagem. Uma enxurrada.
sábado, fevereiro 09, 2008
somos todos marginais
Eu quero ver o óbvio
A fina linha entre conectados e desconectados. Perceber a cor dos verdes das plantas, a gravidade me puxando para baixo e deixando meu corpo funcionar, sentir a troca do ar que acontece no meu pulmão e nas minhas células, sentir meus batimentos cardíacos; sentir quando se alteram. Saber o óbvio. Eu quero saber o óbvio. Quero sentir e percebê-lo.
Quero ter paciência para explicar o óbvio e paciência para dizer o óbvio. O óbvio é irmão do sentido e da verdade. Podemos discutir infinitamente sobre ele, mas o meu óbvio é só meu. Talvez eu consiga encontrar mais pessoas que vejam o mesmo óbvio que eu vejo.
Talvez eu não seja uma visionária do óbvio em separado; talvez sejamos um grupo! E quando eu encontrá-los, quando eu conseguir me abrir para o óbvio e conseguir explicar o meu óbvio a quem pedir explicação, poderemos, obviamente, ser todos felizes.
Poder de invisibilidade
domingo, fevereiro 03, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
E quem disse que vegetarianos comem pão integral?

Um pequeno olho d'água, daqueles que brotam de levinho. Eu estou. A pressão fez a água subir e encontrar escoamento. Escorrendo, porque transbordou. A pressão era tamanha... Nós mulheres parecemos a água, mas escorremos por baixo.
Está acontecendo uma mudança de paradigma, na forma de me relacionar. Essa mudança é fatal para este ser que se encontra e crucial para o que está por vir. E sem bandeiras levantadas, sem quadrados pré-determinados. Sem afirmações que limitem meu crescimento. Vai ser difícil para os olhos que se encontram observando vidrados nas pedras compreender. Não vão saber distinguir o que vem trazido por essas novas águas. Mas será feliz para a alma, ser surpreendido por algo que ainda não existe. É feliz ver uma sereia ou uma estrela-cadente, ainda mais quando se está olhando apenas para o telhado.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Quero dizer a deus
agradeço o que mastigo e visto, mesmo que me desgrace
que pelo meio do meu corpo caminha deus
que pelo meio do meu corpo também anda o meio das minhas pernas
e eu acho que o prazer não mancha tanto quanto a dor e eu quero aproveitar
esse corpo antes das cinzas, antes do sangue...
quero dizer adeus a culpas
que na loucura há cura
desgraço o que mastigo e visto, mesmo que me agradeça
por escolher e sempre ter que escolher
t o d o d i a e s c o l h e r
(que não é permitido vegetar a quem não é vegetal
e nem é permitido atacar por quem não é animal)
o trapo com que me visto, a desgraça que mastigo, a culpa que me pesa
os passos dados pelas pernas que me carregam
a deus, todas as culpas. adeus às desculpas. a mim, leveza. é assim que quis deus.
é assim q ue quero eu.
então tá
ficamos combinados assim.
"O fim do axé no Brasil"
O BOPE proibiu o uso do pó para as celebridades. Acabou a alegria contagiante da música popular brasileira.
domingo, janeiro 20, 2008
Em um ano

Acabei de ver um comercial sobre aproveitar o nosso tempo de vida ao máximo. Correr, correr para fazer o que queremos fazer. Camundongos, eles disseram, apenas vivem um ano. E me perguntaram o que eu faria por mim mesma nesse tempo, então fiquei pensando...
Deveria fazer tudo por mim mesma em um ano? Tudo o que sempre desejei fazer? Correr para alcançar? Passar a planejar a minha vida pelo dia da minha morte, como se não restasse tempo? Ansiosa por terminar todas as minhas vontades e opções, antes que seja tarde ou que eu tenha saciado completamente minha vontade de viver? Ou meus desejos? Ou antes que se esgote a minha saúde?
(. . .)
Sem pensar. Viver sem pensar nos movimentos. Ir saltar de pára-quedas; xingar um policial corrupto, jogar ovos na blitz, sem pensar no depois. Ligar para as pessoas que deixaram marcas ruins e perdoá-las pelos seus feitos ou deixar um grande pote de cocô na porta delas, sem pensar no depois. Fazer uma viagem pelo mundo sem rumo programado nem dinheiro no bolso. Sentar com minha mãe e realmente explicar para ela quem sou eu e quem é ela. Fazer coisas loucas e sem nexo no meio da rua e rir da reação das pessoas. Falar tudo o que eu penso para todo mundo, sem me importar com refluxos. Sentar e cantar em público, sem medo de errar nem de chamar a atenção.
(. . .)
Em quantas coisas eu consigo pensar e quantas coisas eu conseguiria fazer em um ano que fossem iguais a “aproveitar a minha vida ao máximo”? Coisas que talvez eu escolhesse não fazer, caso não fosse a ameaça de o tempo estar acabando?
Eu gostaria de ter uma filha. E de me casar, no sentido matrimonial mas não tradicional da palavra. E gostaria de morar numa casa que fosse minha e bem decorada, com um jardim bonito, tranqüilo e perfumado. E de construir um futuro digno e bonito, em paz, respeitando e sendo respeitada. Coisas que não são feitas rapidamente em um ano. E não são para serem feitas mesmo. E quero ter tempo de aproveitar todas elas.
Esse pique de aproveitar a vida ao máximo deixa as pessoas neuróticas. Pois eu sou do contra, e digo: não aproveite sua vida intensamente ao máximo. Leve o maior tempo possível fazendo cada tarefa. Faça a menor quantidade de tarefas possíveis. Durma a maior parte de horas do seu dia. Faça apenas aquilo que lhe der prazer. Coma sempre o que quiser. E se demore. Demore no banho, gaste água. Não corra, não corra. O tempo não está acabando. O tempo é infinito.
domingo, janeiro 13, 2008
*HOJE* encontrei meu ócio criativo: a tradução de mim mesma.
Me arrisquei. Veremos se perdura. Tenho faixas bilingües! Olha só! Que chique.
sábado, janeiro 12, 2008
A substituta da noiva
Enquanto isso, eu caminhava de um lado para o outro. Fui até o jardim; era um fim de tarde agradável, numa casa interessante feita toda de pedras e com um deck que dava para uma piscina pequena, porém muito aconchegante, e nas paredes de pedras cresciam flores coloridas. Eu já estava pronta, me divertindo com aquele longo e rodado vestido branco, com aplicações em prata e luvas brancas de cetim, observando tudo à distância. Estava sentindo o perfume das flores quando meu querido veio até mim; não o noivo, mas um dos padrinhos, por quem eu estava apaixonada. E nos apertamos um contra o outro, nos inflamando em um beijo ardente. Como conhecíamos várias pessoas da festa e eu estava trabalhando, não queríamos chamar muita atenção. Afinal, eu estava prestes a representar o papel da noiva em um casamento e ele era um dos padrinhos. Seria muito estranho se as pessoas nos vissem juntos. Mas a sensação de estarmos nos escondendo era muito excitante.
Era sim totalmente natural ter sido paga para substituir a noiva que não poderia estar presente no próprio casamento devido ao trabalho dela. Era uma profissão até comum naqueles dias.
o cercadinho de carne
terça-feira, janeiro 08, 2008
Toc-toc
quinta-feira, janeiro 03, 2008
PermeabilidadeS
quarta-feira, janeiro 02, 2008
mais música e menos guerra


Plenitude

E vai existir vida enquanto soubermos louvar as paisagens com suspiros e votos de eternidade.
Daí o mundo continuará existindo com todas as suas belezas. As belezas precisam de suspiros e de admiração. Enquanto tivermos olhos sensíveis para observar, elas continuarão para sempre.
Eu senti isso olhando a Baía de Guanabara... Cruzando na barca, de um lado para o outro, como aquele lugar é belo. E mesmo apesar de tantos maus-tratos, continua lá, firme, forte e ainda com vida! E vai continuar, enquanto passarmos por lá dizendo como é linda.
Acho que de todas as bandeiras que eu já tive, essa é a mais agradável de defender. Sim, de fato, é mesmo. Porque não requer nenhum esforço, é algo completamente natural proteger a natureza por admirar as suas belezas.

